sexta-feira, março 11, 2011

O MUNDO E O HOMEM

É triste, ver o mundo hoje
Transformado em caos pelo próprio homem.
Falta paz, luz, amor e integridade,
Os homens já não se respeitam como irmãos
E assim, deturpam o verdadeiro sentido dos valores éticos e sociais,
Não zelam pela mãe terra e, desrespeitam o seu próprio habitat
Destruindo a natureza e tudo que dela emana.

É triste, ver que o homem é o único animal que destrói pelo
Simples prazer de tornar-se um deus com poderes materialistas
E nesse ímpeto voraz, chega a destruir tudo o que lhe rodeia...
Sem temer as consequências que lhe possam... Veja mais vir
Enfim, é triste saber que: aquele que foi feito a imagem e semelhança
Do DEUS CRIADOR, esqueceu que um dia ao pó voltará,
Mas retornará das cinzas para resgatar o que de mais útil ele fez
Tendo que enfrentar a lei do choque de retorno, Ai ele gritará AI, AI, AI...


Por lembrar-se que ele foi o causador da destruição do planeta,
De sua paz, de sua luz, do seu amor e integridade física e moral,
O homem que destrói o próprio homem, e vive em busca de harmonia
É triste ver o mundo hoje, um deserto de sombras que o próprio homem causou.
Esoj. Otrebor (03/03/2011)

A PESCA NA REDINHA

Lembranças antigas, quando o mar estava pra peixe.
Tresmalhos estendidos no varal, jangadas a beira-mar
E nos ranchos de pescaria homens queimados do sol remendam as redes
Para mais um arrastão cheio de incertezas, empurram a jangada ao mar
Dois varejando e um arriando as redes enquanto dez e/ou quinze
Puxam as redes na praia e dão um lance de um lado ao outro,
Quando as redes chegam à praia, muitos peixes pulam
Sobre as redes, uns voltam para o mar e outros já cansados de se debater
Deixam-se pescar, para alegria dos pescadores esse foi mais um bom lance
Que trará a comida para as suas mesas, além da cachacinha
No rancho com caldo de peixe fresco feito com água do mar.
Essa é a vida simples mas feliz dos pescadores da Redinha.

Por: Esoj.Otrebor












 

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Um Fariseu Andante

O homem é o único ser capaz de expor-se ao ridículo, usando seus próprios filhos em nome da piedade. Esta semana, vi um homem dentro de um transporte coletivo com um bebê de aproximadamente uns três anos de idade no colo, era um jovem senhor de uns trinta e cinco anos, usava a palavra de Deus para pedir dinheiro; segundo ele, precisava comprar comida para a família; o filho que estava em seus braços e, outros três que deixara em casa com sua mulher. E aquele homem falava de gratidão, de Deus, da bíblia e, que tinha muita dificuldade de conseguir emprego. Todos no ônibus o olhavam e ouviam suas palavras atentamente, e como sempre acontece, uns faziam comentários de solicitude, outros o criticavam baixinho entre si. A criança está suada e cansada dormindo em seus braços, isso por tantas entradas e saídas em ônibus e paradas diferentes. Um dos passageiros cedeu-lhe o lugar e ele sentou-se com a criança que dormia o sono dos justos; ele tira do bolso um pequeno livro “o novo testamento”, e começa a ler como se estivesse pregando. Sobre esse fato as pessoas diziam, que todos os dias este homem faz o mesmo percurso e discurso, cada dia com um filho diferente nos braços; descendo de um ônibus e entrando em outro de linhas e itinerários diferentes. Quando penso nesse fato a primeira idéia que me vem à mente é a falta de respeito desse pai para com os filhos e também a falta de amor próprio. Claro que emprego está difícil, mas há tantas pessoas que vendem picolés, sorvetes, balas, etc. na praia, na rua e até mesmo dentro dos transportes coletivos e, no entanto, conseguem sustentar suas famílias. Será que as pessoas não entendem que não devemos cair nas garras da ociosidade e usar a Deus como culpado de sua pseudo - infelicidade e expor seus filhos ao ridículo? Será que essas pessoas vão à busca de trabalho? Ou são verdadeiros preguiçosos que se acomodam usando a piedade como desculpa? Muitos são ótimos oradores e sabem convencer aqueles que as escutam. Em minha opinião, Deus na sua infinita bondade, jamais abandona seus filhos. Se antes o trabalho era visto como castigo devido ao pecado original, agora o trabalho começa a ser visto como algo positivo. Essa é a realidade das pessoas que acham que a sociedade é injusta e punitiva com elas. No entanto, esses que por falta de coragem para o trabalho, passam para os próprios filhos um exemplo de hipocrisia; assim como dizia nosso mestre Jesus quando esteve nesta terra: raça de víboras que são capazes de vender seus próprios filhos em nome da piedade. E desse modo vivem muitos por esse Brasil a fora a tentar compensar sua ociosidade em nome da piedade, em nome de Deus e seu amado filho Jesus Cristo. (Por: Esoj.Otrebor)

quarta-feira, janeiro 19, 2011

O ATO DE IMAGINAR


É incrível, mas só os loucos sapientes são capazes de debruçar-se sobre uma lauda de ofício com uma esferográfica em punho e/ou diante de um PC para escrever sobre algo tão vulgar, ou seja, o ato simples de imaginar. O homem, essência divina (um semi-deus) que vive do julgo da humanidade a apropria-se de sua, às vezes insana consciência tentando explicar o inexplicável: Quem é Deus, o que é Deus, onde está Deus! E a busca de si próprio: De onde veio e para onde vai, nada disso importa, o importante mesmo é estar, saber que é vivo e comum como todos os seres. E Deus, este simplesmente é: O Alfa e o Ômega; é infinitamente perfeito, onipotente, onisciente e onipresente. Isso é verdadeiramente incrível. No entanto, o homem está incondicionalmente, por isso, ele é livre para poder discernir entre o bem e o mau; viver, chorar, sorrir, ser honesto, desonesto, amar, ou ser solitário, trabalhar, ser um vagabundo, ser pacifico ou não. E assim vivemos nós, homens de pouca fé a lamuriar por toda a existência a culpa de nossos pecados e a rever conceitos e definições do que seja o homem – um semi-deus? ou simplesmente um mero mortal a esperar o dia em que voltará ao pó de onde veio ou aderir a logosofia. E Deus é desde o inicio dos tempos, quando só havia o infinito. Esse infinito era Deus, era o verbo que existia e residia no próprio Deus. No entanto resta ao homem apenas IMAGINAR.
(logosofia - doutrina ética e filosófica criada no século XX pelo pensador Pecotche.)

Aut. Esoj. Otrebor




terça-feira, janeiro 04, 2011

O HOMEM DA MONTANHA


Ouvi falar de um homem sábio que  deixou sua pátria, refugiou-se na montanha e tornou-se um eremita, e entre contemplações a natureza e constantes meditações ele põe-se a elevar seu ser homem em ser espírito sapiente. 
               Durante muitos anos o seu espírito teve o prazer de estar só, na montanha tendo como seus amigos: uma águia e uma serpente, burilando sua mente sem se cansar, até que em uma bela manhã ao alvorecer ele sai da caverna cumprimenta o sol de maneira filosófica e  poética ,  desce sozinho das montanhas e chegando de volta a civilisação,  julgando ter encontrado a verdade, usando de parábolas, anuncia a morte de Deus e o surgimento de um super-homem.                              
                 Diante deste fato nota-se que esse eremita tenta preservar as evidências de longos anos de silêncio, em  sua caverna em busca de  equilíbrio de forma harmoniosa, ali aprendeu a respeitar a natureza protegendo os elementos naturais: terra, água, fogo e ar como um projeto divino no mundo dos homens.
                               Quem foi esse homem?  De onde veio? E para onde irá este homem? Ou simplesmente, mesmo não sendo o João Batista bíblico, ele tornou-se “uma voz que clamava no deserto?” Essas foram suas últimas palavras para todos os homens:  Assim ele falou: Quem quiser seguir este homem deve seguir a si mesmo.
                              

Esoj.Otrebor







                                         



quarta-feira, dezembro 08, 2010

CASA DE SERTÃO



Tristezas e alegrias naquela casa simples
um menino pelado joga bola no quintal.
uma jovem senhora com voz cançada
canta canções antigas ao lavar roupas
numa lavanderia feita de madeira embaixo
de uma palhoça coberta de palhas de coqueiro
na cozinha da casa, a panela ferve no fogo a lenha
e lá no fundo do quintal, galinhas e alguns pintinhos
ciscam o chão de terra seca a procura de comida,
a mulher termina de lavar as roupas e as estende
num varal feito com arame farpado em seguida,
entra na cozinha e vai olhar a panela.
chama a criança, e dá nela um banho com a água
suja do sabão e das roupas, banha-se também
entra e vai trocar-se, veste um vestido de chita
muito colorida e no garoto uma cueca já surrada pelo tempo.
vai botar o almoço, pega dois pratos, um pra ela outro para o filho
e serve aquele feijão branco sem verduras, com pedaços de tripa e bucho
comem e  após satisfeitos tomam um copo com água
a mulher arma uma rede velha sem varandas na sala da casa
e vai deitar-se junto com seu filho, ali dormem o sono dos justos
naquela casa simples, essa é a rotina do dia-a-dia
mas é a rotina de uma família feliz, que vive e sonha com melhores dias.

Aut. Esoj.Otrebor.

terça-feira, novembro 23, 2010

Os Jovens e as Drogas

O texto platônico, o mito da caverna nos leva a pensar em alguns pontos da nossa vida, assim como (os jovens de nossa sociedade hoje). O próprio mito nos revela como esses jovens se distraem com algumas coisas tão fúteis como o enveredar no mundo das drogas, ou como no mito, as sombras em 2D, que não analisamos o contexto e a beleza das coisas mais profundamente  ou o dono da sombra. Aquele que a priori tenta induzi-los, tornando-se mais tarde o chefe. Eles ficam admirados com a maneira de vestir-se, andar, e o relacionamento fácil com as garotas, o está sempre com dinheiro no bolso; esse é um exemplo claro e fictício, como no mito, das sombras das pessoas, animais, objetos que passavam, mas não viam como era este objeto realmente, não podiam ver como as pessoas e os animais eram sua cor, formas, aparência, só viam a sombra e não os donos das sombras. No entanto quando nossos jovens se deixam levar e, caem no mito do mundo onde as drogas se tornam seu verdadeiro chefe, que é justamente quando esses jovens tornam-se dependentes, ai eles próprios reconhecem a caverna onde se meteram e toda a beleza e facilidade que antes lhes encantava: a facilidade de relacionamento com as garotas, o dinheiro sempre fácil,... etc é o mundo visto de dentro da caverna. Mas quando um desses jovens resolvem libertar-se das drogas e busca ajuda juntos aos familiares e amigos mais próximos que possam levá-los para uma casa de recuperação  ele se vê diante de pessoas que lá (no mundo da caverna) estiveram; ai ele agora conseguiu enxergar o mundo fora da caverna. Depois de certo tempo longe das drogas ele é liberado do ambiente de recuperação e volta a sua casa e quando vê seus antigos, mas ainda amigos ele tenta acordá-los para a realidade, a partir daí, ele já passa a ser criticado, ridicularizado e vulgarmente taxado de otário, por não querer mais viver no mundo das sombras o qual ele vivia quando fora induzido a usar drogas, ele tenta alertar esses para o mundo fora da caverna onde pode ver a verdadeira luz que é justamente os preconceitos diante da sociedade: criticas, exclusão social dentre outras maneiras que ele era visto quando ainda estava sob o efeito alucinante e ao mesmo tempo gratificante que as drogas proporcionam a esses jovens para levá-los ao fundo do poço. É nesse momento que ele deve tomar o cuidado de saber que no mundo da caverna, ele tinha apenas “amigos” que na realidade queriam vê-lo a margem da sociedade e esses alienados e adotados por traficantes podem até vir a matá-lo porque esses acham que somente aquilo, as sombras, as correntes e a escuridão é a realidade, pois, apesar da facilidade que aparentemente os torna diferentes e/ou descolados é somente aquilo mostravam “o fascinante show da vida”. Jovens que largam os estudos e muitas vezes o trabalho, a faculdade, a família e os verdadeiros amigos; os denominados otários, por esses que se dizem os donos da verdade os que jazem no mundo obscuro da caverna das drogas. Esta hoje é a verdadeira realidade daqueles que por indução ou mesmo por opção se deixam levar pelo fantástico mundo da difícil vida fácil que proporciona os traficantes e seu exercito de soldados bem treinados no ato de adoção de jovens para o mundo irreal a que as drogas estão sucumbindo grande parte de nossa juventude. O nosso mundo hoje não é diferente do mundo de sombras metafórico que está explícito no mito da caverna.
Diante do texto citado acima, o paradoxo entre o mito da caverna, o jovem e as drogas, entendo que grande parte dos jovens que enveredam por esse caminho, onde são aprisionados e acorrentados numa caverna, de certa maneira é fruto de uma má educação familiar, onde existe a falta de diálogo entre pais e filhos, onde existe a necessidade de uma conscientização sobre o referido assunto e também por esses pais não estarem atentos as amizades e a própria rotina de seus filhos fora do ambiente familiar, assim como, a falta de imposição de limites por parte dos próprios pais, isso tornam seus filhos presas fáceis para os pseudo-pais adotivos, traficantes que adotam milhares de jovens para as drogas, pois não importando a condição financeira, hoje vemos jovens de todas as classes sociais caindo no mundo irreal da degradação humana (drogas) que começa com o uso de bebidas alcoólicas, passa para a maconha, pela cocaína e finalmente o craque, que depois que é usado pela primeira vez, torna o jovem um viciado sem limites, finalizado, com a triste realidade que vemos hoje: sarjeta, roubos, prisão e finalmente morte. Concluindo, esse é o exemplo claro de um mito metafórico que se torna realidade em nossa sociedade ceifando a vida de milhões de jovens por todo o mundo; a grande caverna, não de Platão, mas sim dos donos das drogas, caverna essa que cresce a cada dia que passa e as autoridades dizem nada poder fazer para extinguir esse grande gigante que vem atormentando a sociedade há tantos anos. E a responsabilidade de derrotar esse gigante, devemos pô-la nas mãos de quem? Dos nossos governantes ou da própria sociedade? Quem são os verdadeiros culpados pela extinção da raça humana jovem que cai nesse belo conto de fadas? Os pais ou de novo ou a sociedade. Na realidade se ninguém tomar uma posição em defesa de nossos jovens hoje, esses serão inocentemente predestinados a submeterem-se voluntariamente a overdose da ampola do apocalipse (as drogas). O tema acima escolhido é paradoxo com o texto platônico, pois nossos jovens  quando se vêem aprisionados pelo mundo ilusório que as drogas provocam passam pelos três momentos textuais supracitados de maneira distinta ou seja, “dentro da caverna” a entrada no mundo do vício por indução, a tentativa de se libertar e a exclusão social e muitas vezes familiar tornando difícil a saída da caverna ou das drogas. Sendo assim, muitos tentam, poucos conseguem e os que conseguem se não tem o apoio dos familiares acabam voltando e se enclausurando nessa “caverna” que não os mostra uma luz no fim do túnel, é lamentável, mas é a realidade pura; onde um texto tão antigo se faz tão semelhante, explicitando a realidade de um mito e da vida dos nossos jovens (o futuro desse país). Resta-nos apenas um pergunta: O que fazer para que as drogas não venham a destruir os nossos jovens? De quem é a responsabilidade da exterminar esse fantasma da nossa sociedade? As famílias? A escola ou os nossos governantes?
Esoj.Otrebor-IFESP/UERN.