quarta-feira, janeiro 11, 2012

A REDINHA VIVE E SONHA




 
Igrejinha construida pelos pescadores em 1924

Uma Bela Paisagem entre o Rio e o Mar

                A primeira referência existente sobre o local onde é hoje a Redinha, figura no texto de sesmaria (Hist. Terras que o rei de Portugal doava aos novos colonizadores, com a promessa de cultivo). Concedida ao vigário do Rio Grande, Gaspar Gonçalves Rocha, por João Rodrigues Colaço, em 23 de junho de 1603. Nesse recanto de mar aberto, os portugueses daquela época já conheciam o potencial pesqueiro da praia, que era o antigo porto de pescaria dos capitãs-mores, os quais foram os  primeiros colonizadores do referido lugar. Segundo o historiador, Olavo de Medeiros Filho, existe um mapa intitulado “Perspectiva da Fortaleza dos Reis Magos”, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Portugal, localizado pelo historiador pernambucano, Antonio Gonçalves de Melo, referindo-se a um (Porto de Pescaria), com a presença de “rede” no mesmo local onde hoje é a Praia da Redinha. Segundo Câmara Cascudo, o topônimo da praia, faz referência a uma vila em Pombal, na beira baixa do rio Tejo, em Portugal. “Distrito vila, a margem esquerda do município de Natal. “Redinha de fora, é um local arruado e, Redinha de dentro, fica na foz do Rio Doce, desaguadouro da lagoa de Extremoz.
                “Antigamente, tudo era diferente na Redinha a gente era gente, que beleza de lugar”.
A igreja de pedras pretas, construída pelos veranistas, em 1954, foi erguida de costa para o mar – sem má fé, mas imperdoável para os pescadores, motivo pelo qual, os pescadores continuam frequentando a capela de Nossa Senhora dos Navegantes, a igrejinha mais antiga, construída em 1924, de frente para o mercado e o Rio Potengi.
                Na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes há duas procissões, com duas imagens da santa: a da capelinha antiga, é a imagem da procissão marítima, pela águas  do rio potengi, entre a Boca da Barra e os confins da Base Naval; e a imagem da igreja de pedras, vai por terra, levada pelos veranistas ao longo das ruas da velha e querida Redinha.

Obs.: o presente artigo é obra de uma pesquisa escolar realizada no ano de 1994, com o poeta e escritor: João Alfredo de Lima Neto. (o mesmo me concedeu a entrevista na área de sua casa de praia, na Redinha).










3 comentários:

Prof. Thiago Lopes disse...

João Alfredo faz falta para a memória da Redinha. Fiquei sabendo que pouco antes dele falecer, ele estava produzindo um livro sobre a história dessa comunidade. Tudo indica que os escritos se perderam, ou algum parente guardou em maiores cuidados. É lamentável, existe muita coisa nas origens desse bairro que merecem ser revisitadas e divulgadas.

Prof. Thiago Lopes disse...

João Alfredo faz falta na memória da Redinha. Fiquei sabendo que antes dele falecer, estava produzindo uma obra sobre a história dessa comunidade, baseada em farta pesquisa e entrevistas. Infelizmente, tudo indica que os escritos se perderam, por ação do tempo ou mal preservação dos parentes. Nosso bairro possui muitos mistérios em sua origem que merecem ser revisitados e divulgados.

Pedra do Sertão disse...

Tão bom passar por aqui para mais uma aula sobre esse lugar tão bonito!

Abraço do Pedra do Sertão